Este espaço virtual foi criado com o intuito de compartilhar experiências vividas em sala de aula
(nas disciplinas Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Literatura), bem como sua utilização como mais uma ferramenta
para o ensino-aprendizagem de modo a tornar o processo educacional mais instigante e desafiador para
o aluno dessa geração tecnológica.


terça-feira, 20 de junho de 2023

FORUM DA JUVENTUDE

EEEFM SUBOFICIAL EDVALDO BRANDÃO DE JESUS

Trabalho de Projetos Integradores de Língua Portuguesa para o 1º ano NEM

Professora: Rosália Souza de Oliveira

TEMA: "Os direitos do jovem e o protagonismo juvenil"

TURMAS: 101 e 102

TEMPO PARA PARTICIPAÇÃO: de 20 a 29 de junho de 2023. (até às 23h59mim).


ATIVIDADE

Leia o texto abaixo e faça um comentário à postagem base e outro comentário à participação de um dos seus colegas de série (no mínimo).

LEGISLAÇÃO

ESTATUTO DA JUVENTUDE COMPLETA 10 ANOS EM 2023.Publicado em 2013, o documento reúne os direitos dos jovens entre 15 e 29 anos

Instituído no dia 5 de agosto de 2013, o Estatuto da Juventude (Lei nº 12.852) completa, no dia 05 de agosto, dez anos como norteador para políticas públicas para mais de 47 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos. Em seu texto, o documento traz artigos que reafirmam os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas da Juventude e o Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve) – que organiza e estimula a participação dos jovens no planejamento e avaliação de ações e programas que constituem as políticas públicas garantidas por lei. 

O documento prevê direitos específicos para a juventude, como o Direito à Diversidade e à Igualdade; Direito ao Desporto e ao Lazer; Direito à Comunicação e à Liberdade de Expressão; Direito à Cultura; Direito ao Território e à Mobilidade; Direito à Segurança Pública e ao Acesso à Justiça; Direito à Cidadania, à Participação Social e Política e à Representação Juvenil; Direito à Profissionalização, ao Trabalho e à Renda; Direito à Saúde; Direito à Educação; e Direito à Sustentabilidade e ao Meio Ambiente. 

(TEXTO ADAPTADO. Disponível em <<https://www.gov.br/pt-br/noticias/assistencia-social/2022/08/estatuto-da-juventude-completa-nove-anos-em-2022>>. Acessado em 15/06/2023)


Contribuições para o fórum podem conter considerações sobre:

- a compreensão de quais são seus direitos previstos no estatuto;

- que direitos aos quais você acredita que tem mas que não tem tido acesso;

- como (e se) você, jovem, tem sido desafiado ao protagonismo juvenil (em casa, na escola, no trabalho);

- sua compreensão sobre os limites do DIREITO e do DEVER de cada jovem no mundo;

- o que lhe ocorrer e tiver relação com o tema.


Obs.: Não esqueça de fazer sua identificação (nome completo, série e turma) antes de escrever seu texto de participação.

Bom trabalho!

FÓRUM ENCERRADO

CORRIGIDO NO DIA 30 DE JUNHO DE 2023, ÀS 12H, PARA ENTREGA DE NOTAS NA SECRETARIA DA ESCOLA





segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Concursos de Redação e Logotipo

Os concursos de Redação e logotipos promovidos pela Biblioteca Profª Maria do Espírito Santo, da Escola EBJ deste ano foram:
1. I Concurso de Redação - Tema: A cidade de Belém - 400 anos e o Dia da Raça (em parceria com a APL e professores de Língua Portuguesa)
2. I Concurso de Poesia - Tema: A cidade de Belém (em parceria com a APL e professores de Língua Portuguesa)
3. II Concurso de Redação - Tema: Com o pouco que aprendi, posso fazer muito pelo planeta (vinculado ao projeto de reciclagem da biblioteca e realizado conjuntamente com a Gincana em comemoração pelo aniversário da escola)
4. I Concurso de Logomarca: Tema: “Reciclando papel e semeando a consciência”

Quer saber mais sobre as atividades, como elas foram conduzidas e ver as fotos? Basta acessar os links para as postagens originais no blog da biblioteca.
Até a próxima postagem

Rosália Oliveira

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Literatura - 2º ano Ensino Médio EBJ



Escola Edvaldo Brandão de Jesus
Professora: Rosália Oliveira
Disciplina: Literatura
2º ano EM
ROMANTISMO  em Portugal
- Não se restringe apenas a ser uma escola literária: é um espírito de época (gostos de um certo tempo em todas as atividades artísticas exercidas pelo ser humano).
- A escola nasceu das necessidades de um século de grandes modificações.( 2ª metade do séc. XVIII e a 1ª metade do séc. XIX. Nasce na Alemanha e Inglaterra.
- É o oposto da razão, típica do Classicismo.
- Emoção farta e transbordante.
- O romântico é sempre um exaltado, apaixonado, temperamental.
- O Romantismo aparece no momento da ascensão definitiva da burguesia, Revolução Francesa e Liberalismo.
- Imitação dos padrões de comportamento social da nobreza, desejando um mundo e sonho e fantasia.
- O Romantismo em Portugal apresenta em sua evolução dois momentos significativos. O primeiro deles representa o esforço de se firmar como movimento literário apoiado pela cultura popular, no nacionalismo, na busca das origens medievais do país, enquanto o segundo constitui um momento de maturidade e de transição para o Realismo.

CONTEXTO HISTÓRICO
- Como no resto da Europa, o Romantismo surgiu em Portugal num período de efervescência política – alguns anos após a revolução de 1820 que levou os liberais portugueses ao poder.
- Participaram dessa revolução vários setores da burguesia portuguesa, nos quais se incluíam magistrados, comerciantes, militares, professores. Influenciados pelos ideais da Revolução Francesa, esses setores defendiam a reforma das instituições, a elaboração de uma Constituição, a liberdade de comércio, o direito de participação política do cidadão. 
- Lutavam, enfim, pela modernização de Portugal.
- Portugal, diferente do Brasil que exaltava a pátria, estava em crise, permeado de revoltas.
- Intelectuais que se auto-exilaram na França ena Inglaterra trazem os novos ideias de lá para Portugal.
- Início = Com o poema Camões de  Almeida Garret.(1825)

MARCO INICIAL
- O marco inicial do Romantismo português é a publicação, em Paris, do poema “Camões”, em 1825, em que o autor, Almeida Garret, faz uma espécie de biografia sentimental do famoso poeta-soldado. Mas o Romantismo como movimento literário firma-se só a partir de 1836, com a criação da revista Panorama, na qual se publicam textos já claramente românticos de importantes escritores portugueses.

1ª GERAÇÃO
—  Características:
- Sobrevivência de características neoclássicas;
- Nacionalismo;
- Historicismo
- Medievalismo.
—  Principais autores:
- Almeida Garret,
- Alexandre Herculano
- Antônio Feliciano de Castilho.

ALMEIDA GARRET – VIDA E OBRA
João Batista da Silva Leitão de Almeida Garret 
* Porto 04/02/1799 / + Lisboa 09/12/1854
  1. Biografia
- Filho de Antônio Bernardo da Silva Garret e Ana Augusta de Almeida Leitão;
- Acompanhou a família na mudança para os Açores, durante a invasão francesa. Passou a adolescência na ilha Terceira.
- Em 1816, retornou a Portugal e ingressou na faculdade de Direito na Universidade de Coimbra, onde conheceu os ideais do movimento liberal.
- Primeiros poemas - caracteres neoclássicos
- Em 1821 publicou “Retrato de Vênus” e foi processado por obscenidade (considerado ateu e imoral)
- Em 1822, foi nomeado secretário particular de Silva Carvalho, secretário de estado dos negócios do Reino.
- Tinha ideias liberais que em geral escandalizava a sociedade;
- Exilado por duas vezes. Em1823, devido à sua participação na Revolução Liberal do Porto.
- Em 1824, parte para a França e influenciado por Shakespeare, começa a escrever poemas dentro do novo estilo.
- Em Paris, publica o poema “Camões” (1825), marco inicial do Romantismo português.
- Em Portugal, escreveu D. Branca (1826), e passou a traba-lhar como jornalista em “O Português” e em  “O Cronista”.
- Entre 1828 e 1831, volta para a Inglaterra (restabelecimento do absolutismo, quando D. Miguel assume o trono português.
- Em 1832, anistiado, regressa ao Porto após a vitória do liberalismo
- Lançou um jornal voltado para causas políticas, o “Regenera-ção” tratava da guerra que levou os liberais ao poder.
- Escreve um conhecido protesto chamado “A lei das rolhas”, onde exige a liberdade de imprensa, ou seja, a livre expressão de escrita e do pensamento.
- O lado positivo do - descoberta de autores importantes da literatura inglesa, como Shakespeare, e do romantismo, que viria a marcar sua obra
- Garret além de ser escritor foi também jornalista, advogado e político.
- Casou-se aos 22 anos com Luísa Midosi (15 anos)
- Teve uma filha com Adelaide Deville e,
- Relacionou-se com Rosa Montúfar, a Viscondessa da Luz

2. Características do autor
- Seus romances possuíam um forte caráter dramático;
- Participou também da política, escrevendo sobre este tema. Produziu textos históricos, críticos e diplomáticos;
- Possuía um talento flexível para escrever, imprimindo em suas obras uma notável individualidade, elegância e originalidade;
- Ganhou destaque na poesia e no teatro;
- Suas obras “Camões” e “Frei Luís de Sousa” ganharam grande importância no mundo literário;
- Foi influenciado por Shakespeare, Lord Byron e Walter Scott;
- Pelo teatro, despertou o sentimento de patriotismo e o gosto pelos momentos marcantes da história nacional;
- Cultivou a oratória parlamentar e o jornalismo;
- Foi responsável pelas primeiras obras do romantismo português (textos de temática patriótica)
- Mistura de estilos (obras de teor clássico e outras populares)
- Em certas obras, o narrador se comunica com o leitor, essa característica foi vista anos depois nos livros do escritor brasileiro Machado de Assis.

3. Obras do autor
3.1. Cronologia das obras
—  Poesias
- Retrato de Vênus (1821)
- Camões (1825)
- D. Branca (1826)
- Adozinda (1828)
- Lírica de João Mínimo (1829)
- Romanceiro (1843 – 1851)
- Flores sem Frutos (1845)
- Folhas Caídas (1853)
—  Teatro
- Catão (1822)
- Mérope (1841)
- Um Auto de Gil Vicente (1842)
- D. Filipa de Vilhena (1846)
- O Alfageme de Santarém (1842)
- Frei Luís de Sousa (1844)
—  Prosa de Ficção
- Arco de Santana (1829)
- Viagens na Minha Terra (1846)
—  Prosa Doutrinária
- Da Educação (1829)

3.2. Destaque de uma obra – Folhas caídas (1853)
a) Textos selecionados
Texto 1 - XXIV ANJO ÉS 
Anjo és tu, que esse poder 
Jamais o teve mulher, 
Jamais o há-de ter em mim. 
Anjo és, que me domina 
Teu ser o meu ser sem fim; 
Minha razão insolente 
Ao teu capricho se inclina, 
E minha alma forte, ardente,
 Que nenhum jugo respeita, 
Covardemente sujeita 
Anda humilde a teu poder. 

Anjo és tu, não és mulher.  
Anjo és. Mas que anjo és tu? 
Em tua frente anuviada 
Não vejo a c’roa nevada 
Das alvas rosas do céu.
Em teu seio ardente e nu 
Não vejo ondear o véu 
Com que o sôfrego pudor 
Vela os mistérios d’amor. 
Teus olhos têm negra a cor, 
Cor de noite sem estrela; 
A chama é vivaz e é bela, 
Mas luz não tem. –
Que anjo és tu? 
Em nome de quem vieste? 
Paz ou guerra me trouxeste 
De Jeová ou Belzebu?

Não respondes - e em teus braços 
Com frenéticos abraços 
Me tens apertado, estreito!... 
Isto que me cai no peito 
Que foi?... Lágrima? - Escaldou-me
Queima, abrasa, ulcera... - Dou-me, 
Dou-me a ti, anjo maldito, 
Que este ardor que me devora 
É já fogo de precito, 
Fogo eterno, que em má hora 
Trouxeste de lá... De donde? 
Em que mistérios se esconde 
Teu fatal, estranho ser! 
Anjo és tu ou és mulher?

Texto 2 – I Barca Bela – livro segundo
Pescador da barca bela, 
Onde vás pescar com ela, 
Que é tão bela, 
Ó pescador?  

Não vês que a última estrela 
No céu nublado se vela? 
Colhe a vela, 
Ó pescador!
 
Deita o lanço com cautela, 
Que a sereia canta bela ... 
Mas cautela, 
Ó pescador!  

Não se enrede a rede nela, 
Que perdido é remo e vela 
Só de vê-la, 
Ó pescador.  

Pescador da barca bela, 
Inda é tempo, foge dela, 
Foge dela, 
Ó pescador!

b) Análise dos textos - Aspetos românticos na obra
1. Anjo és
-  Conceção contraditória da mulher : mulher-anjo / mulher-demônio
“Anjo és tu, não és mulher.  
Anjo és. Mas que anjo és tu? 
Em tua frente anuviada 
Não vejo a c’roa nevada 
Das alvas rosas do céu.
Em teu seio ardente e nu 
Não vejo ondear o véu 
Com que o sôfrego pudor 
Vela os mistérios d’amor. 
Teus olhos têm negra a cor, 
Cor de noite sem estrela; 
A chama é vivaz e é bela, 
Mas luz não tem. –
Que anjo és tu?”
-  Linguagem mais simples , direta e espontânea
Em todo o poema há frases diretas e curtas, como se o eu poético  estivesse conversando com alguém.

-  Valorização da emoção diante da razão: o eu poético está dominado pelos sentimentos, se subjuga diante do poder da mulher amada.
“Anjo és tu, que esse poder 
Jamais o teve mulher, 
Jamais o há-de ter em mim. 
Anjo és, que me domina
Teu ser o meu ser sem fim; 
Minha razão insolente 
Ao teu capricho se inclina, 
E minha alma forte, ardente,
 Que nenhum jugo respeita, 
Covardemente sujeita 
Anda humilde a teu poder. “

2.    A barca bela
- Conceção contraditória da mulher : mulher-anjo / mulher-demônio
“Deita o lanço com cautela, 
Que a sereia canta bela ... 
Mas cautela, 
Ó pescador!  

Não se enrede a rede nela, 
Que perdido é remo e vela 
Só de vê-la, 
Ó pescador”

- Valorização da tradição poética portuguesa
Os versos são simples e carregados de lirismo.

- Linguagem mais simples , direta e espontânea
Em todo o poema: tom conversacional, frases curtas, simplicidade na sintaxe.


1ª GERAÇÃO ROMÂNTICA BRASILEIRA

GONÇALVES DIAS – vida e obra

BIOGRAFIA

·         Antônio Gonçalves Dias (1823 – 1864)

·         Poeta, professor, crítico de história, etnólogo, nasceu na cidade de Caxias, MA, em 10 de agosto de 1823, e faleceu em naufrágio, no Maixio dos Atins, MA, em 3 de novembro de 1864. É o patrono da cadeira n. 15 , da Academia por escolha do fundador Olavo Bilac.
·         Gonçalves, era filho natural de João Manuel Gonçalves Dias, comerciante português, e de Vicência Ferreira, mestiça.
·         Gonçalves Dias foi criado pelo pai e a madrasta, os quais deram instrução e trabalho, matriculando-o no curso de Latim, Francês e Filosofia do Prof. Ricardo Leão Sabino.
·         Depois do falecimento do pai, com a ajuda da madrasta foi matriculado no curso de Direito em Coimbra (Portugal)
·         Em Coimbra, ligou-se Gonçalves Dias ao grupo dos poetas que Fidelino de Figueiredo chamou de “medievalistas”. ”. À influência dos portugueses virá juntar-se a dos românticos franceses, ingleses, espanhóis e alemães. Em 1843 surge a “Canção do exílio”, uma das mais conhecidas poesias da língua portuguesa.
·         Em 1845, Gonçalves Dias regressou para o Brasil.
·         Em 1846, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde morou até 1854.
·          Em 1846 havia composto o drama Leonor de Mendonça, que o Conservatório do Rio de Janeiro impediu de representar a pretexto de ser incorreto na linguagem.
·         Em 1847, escreveu os Primeiros Contos. Em 1848 os Segundo Contos. E para vingar-se de seus censores, escreveu Sextilhas de Frei Antão, em que a intenção aparente de demonstrar conhecimento da língua.
·         Em 1849, foi nomeado professor de Latim e História do Colégio Pedro II e fundou a revista Guanabara, com Macedo e Porto-Alegre.
·         Em 1851, Gonçalves publicou os Últimos cantos, encerrando a fase mais importante de sua poesia.
·         A grande paixão do poeta ocorreu depois da publicação dos Últimos cantos. Chamada de Ana Amélia Ferreira do Vale, de 14 anos, o grande amor de sua vida. Cuja mãe não concordou, ao que tudo indica por motivos de sua origem bastarda e mestiça.
·          Casou-se no Rio, em 1852, com Olímpia Carolina da Costa. Foi um casamento de conveniência, da qual se separou em 1856. Tiveram uma filha, falecida na primeira infância.
·         Na Alemanha, em 1857, foi editado os Cantos, os primeiros quatro cantos de Os Timbiras, compostos dez anos antes, e o Dicionário da língua Tupi.
·         Em 1862, seguiu para a Europa, em tratamento de saúde, bastante abalada, buscando estações de cura em várias cidades europeias.
·         Em 25 de outubro de 1863, embarcou em Bordéus para Lisboa, onde concluiu a tradução de A noiva de Messina, de Schiller.
·         Em 10 de setembro de 1864, embarcou para o Brasil no Havre no navio Ville de Boulogne, que naufragou, no Baixio de Atins, nas costas do Maranhão, sendo a única vítima do desastre, aos 41 anos de idade.

CARACTERÍSTICAS DE SUAS OBRAS
•       Representação romântica e valorização do indígena brasileiro e sua cultura.
•       Poesias escritas buscando sempre a perfeição rítmica e formal.
•       Poemas marcados pela presença de rima, musicalidade e métrica.
•       Retratou também, de forma positiva, os negros.
•       Retratou temas ligados aos valores medievais (principalmente dos cavaleiros), transportados para o contexto brasileiro.
•       Abordou também a religiosidade de caráter cristão.
•        Em suas poesias, abordou também o sentimentalismo.

OBRAS DO AUTOR
Poesia
•       O Canto do Piaga (1846)
•       Primeiros Cantos (1846)
•       Segundos Cantos (1848)
•       Últimos Cantos (1851)
•       Cantos (1857)
•       Os Timbiras – inacabado – (1857)
•       Lira Vária, obra póstuma (1869)
•       Leito de Folhas Verdes (1851)
•       Canto de Morte
•       Canção do Exílio (1843)
•       Sextilhas do Frei Antão (1848)
•       I Juca Pirama (1851)
•       Canção do Tamoio
•       Marabá (1851)
•       Se se Morrer de Amor (1857)
•       Ainda Uma Vez - Adeus
•       Seus Olhos
•       Meu Anjo, Escuta
•       Olhos Verdes (1848)
•       O Canto do Guerreiro
•       O Canto do Índio
•       Se Te Amo, Não Sei

Romance
•       Meditação (1850)
•       Um Anjo, Obras Póstumas (1843)
•       Memorias de Agapito


Drama
•       Leonor de Mendonça, drama em prosa
Teatro
•       Beatriz de Cenci (1843)
•       Leonor de Mendonça – drama (1847)
•       Patkull (1843)
•       Boabdil, Obras Póstumas (1850)

Tradução
•       A Noiva de Messena, de Schiller (1863)

Dicionário
•       Dicionário da língua Tupi (1858)
Obras sobre o autor e compilações
•       Poesia e teatro (1868-69);
•       Obras poéticas, org. de Manuel Bandeira (1944)
•       Poesias completas e prosa escolhida, org. de Antonio Houaiss (1959)
•        Teatro completo (1979)

DESTAQUE DE OBRA
Canção do exílio (1843)
Minha terra tem palmeiras,
Onde Canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.



ANÁLISE
§  Obra da 1ª geração romântica;
§  principais características : saudosismo, nacionalismo, exaltação da natureza, visão idealizada da pátria e religiosidade.
§  Dois aspectos fundamentais: a valorização do Brasil e a intertextualidade, características muito presentes nas obras da época.
§   “ As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. ’’ – podemos perceber nesses versos a valorização idealizada da terra natal, o afastamento espacial que era um traço do romantismo e a supervalorização dos elementos que compõem esse lugar. A exaltação das belezas naturais de sua terra, são bem definidos no poema.
§  Se tratando de intertextualidade (conexão dos textos) o poema faz uma relação com o Hino Nacional, de Ósorio Duque Estrada, nos versos:
§   “… Nossos bosques têm mais vida, nossa vida mais amores.” Além disso, a presença dos pronomes possessivos ajuda a estabelecer a ligação com o país.
§  O uso simbólico da figura do Sabiá, por parte de Gonçalves Dias, não era propriamente uma novidade na literatura brasileira. Mas foi através de seu poema, que a ave assumiu poeticamente, uma posição semelhante à ocupada pelo rouxinol na literatura europeia. Todavia, no caso brasileiro, o sabiá tornou-se marca de brasilidade.
§  Devido sua condição de exilado, a imagem de uma natureza endêmica, ganha uma significação maior.  O poema contribuiu para mostrar, de forma particular, a representação da natureza tropical.
§  O poema pode ser visto como elemento essencial no processo de idealização da imagem do nosso pais. Onde o autor, expressa a sensação do sentir-se fora de lugar, e a consequente melancolia que reveste a consciência do distanciamento da terra natal.
O poema é composto de 24 versos, distribuídos ao longo de suas 5 estrofes.



AUGUSTO DOS ANJOS - 2ª geração romântica,  mal-do-século, byronismo
(equipe entregou o resumo - está na xérox))


ANTÔNIO FREDERICO DE CASTRO ALVES – 3ª geração romântica
* Curralinho-Bahia (14/031847)
+  Salvador-Bahia (06/07/1871)
1. Biografia
·         Poeta brasileiro do século XIX;
·         Viveu no período da escravidão no Brasil;
·         Aos 21 anos de idade, mostrou toda sua coragem ao recitar, durante uma comemoração cívica, o “Navio Negreiro”. A contra gosto, os fazendeiros ouviram-no clamar versos que denunciavam os maus tratos aos quais os negros eram submetidos. 
·         Morreu ainda jovem, antes mesmo de terminar o curso de Direito que iniciara, pois, vinha sofrendo de tuberculose desde os seus 16 anos.
·         Apesar de ter vivido tão pouco, este artista notável deixou livros e poemas significativos.
·         Castro Alves viveu em um tempo de mudanças e transformações: No mundo (Questão Coimbrã em Portugal, positivismo, socialismo, Charles Darwin e a teoria da evolução, lutas operárias). No Brasil (decadência da monarquia, luta abolicionista, Guerra do Paraguai, pensamento republicano;
·         Castro Alves foi presenciou o enlouquecimento e suicídio do irmão - José Antônio;
·         Teve diversos amores, mas ao que parece, foi com a atriz portuguesa Eugênia Câmara, que ele viveu um grande amor (referência para sua poesia lírica-amorosa);
·         No final de 1869, durante uma caçada, o escritor feriu o pé. Por causa disso, sofreu uma amputação. Após a operação se retirou para a Bahia e lá, a tuberculose piorou e no dia 6 de julho de 1871, O Poeta dos Escravos faleceu.

2. Características do autor
·         Apesar de possuir gosto sofisticado para roupas e de levar uma vida relativamente confortável, foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados;
·         Manifestou toda sua sensibilidade escrevendo versos de protesto contra a situação a qual os negros eram submetidos. Este seu estilo contestador o tornou conhecido como o “Poeta dos Escravos”;
·         A obra de Castro Alves tem como características a indignação com tantas opressões e a compreensão dos problemas sociais. Sua poesia também possui um tom vigoroso e versos expressivos.
·         Foi o escritor mais importante desta fase, a 3ª fase romântica chamada Poesia Social.
·         Esta fase que se iniciou, aproximadamente em 1860, é marcada pelas idéias liberais e democráticas e pelo envolvimento dos escritores por questões políticas e sociais;
·         A poesia amorosa de Castro Alves é mais sensual do que o comum na época. A mulher aparece envolvida em um clima de erotismo e paixão e está muito próxima a ele. O amor, em suas obras, não é mais platônico.
·         Além de poesia de caráter social, este grande escritor também escreveu versos líricos-amorosos, de acordo com o estilo de Vítor Hugo;
·         Pode-se dizer que Castro Alves foi um poeta de transição entre o Romantismo e o Parnasianismo.

3. Obras do autor
3.1. Principais obras
- Gonzaga ou a Revolução de Minas
- Espumas Flutuantes (1870) única obra publicada em vida
- A Cachoeira de Paulo Afonso (1876)
- Os Escravos (1883) nesta obra está incluído o poema O Navio Negreiro também conhecido como Tragédia no Mar (escrito em 1869)
- Hinos do Equador, em edição de suas Obras Completas (1921) 

3.2. Destaque de uma obra – Navio Negreiro
(Trechos selecionados e análise)
Castro Alves sobressaiu na poesia abolicionista. Nas obras Navio Negreiro e Vozes d’África o poeta denuncia as injustiças e clama por liberdade.
Navio Negreiro é considerado um poema épico. Foi escrito no dia 18 de abril de 1868, mas foi tornado público no dia 7 de setembro deste mesmo ano quando foi declamado durante a sessão magna comemorativa da Independência.
É dividido em 6 partes:
1ª Parte) descrição do cenário em que a ação se passará. Exaltação ao belo natural:
‘Stamos em pleno mar...Doudo no espaço
Brinca o luar - dourada borboleta –
E as vagas após ele correm...cansam
Como turba de infantes inquieta.
 (...)
2ª Parte) o poeta elogia os marinheiros. Exaltação do belo humano:
Nautas de todas as plagas!
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu
3ª Parte) uma visão do navio negreiro. Um quadro de tristeza e horror:
“Que cena infame e vil! Meu Deus! Meu Deus! Que horror!”
4ª Parte) descrição mais detalhada do navio. O escritor fala, também, sobre o sofrimento dos escravos:
“Era um sonho dantesco...”
5ª Parte) em oposição à desgraça dos negros aprisionados, temos a imagem do povo africano em sua terra natal:
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje...cúmulo de maldade
Nem são livres pra... morrer...
6ª Parte) presença da antítese: África livre X África que se beneficia com a escravidão:
E existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro bacante* fria!...
Meu Deus! Meus Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente* na gávea tripudia*?!...
Silêncio!...Musa! Chora, chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto...
 (...)

Bacante: mulher devassa, libertina
Impudente: cínico, sem pudor
Tripudia: diverte-se, humilha